sábado, 22 de janeiro de 2011

Vício em "Fast Food" pode começar na Gravidez


A má alimentação no período de gravidez pode contribuir, significativamente, para que a criança venha a gostar de comida pouco saudável.

Estudos conduzidos pela Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, indicam que os alimentos pouco saudáveis - as refeições em redes de fast food, por exemplo - atraem muito mais as crianças cujas mães não se alimentaram bem durante a gravidez, reforçando a ideia de que as escolhas alimentares de uma grávida podem influenciar não só o desenvolvimento do feto, mas também os hábitos do próprio bebé. De acordo com a pesquisa, a dieta da mãe sensibiliza o olfato do feto para determinados aromas e sabores e até molda o desenvolvimento de seu cérebro. Logo, o tipo de alimentação da mãe durante a gestação pode parecer mais apetitosa à criança mesmo depois de alguns anos.

Em experiências com pequenos ratos, a pesquisadora descobriu que a percepção dos filhotes a determinados cheiros era mais intensa de acordo com o que a mãe comia.

E não é só: os especialistas observaram também que os glomérulos olfativos do cérebro desses filhotes eram alterados. Glomérulos olfativos são a parte do cérebro responsável pelo processamento de cheiros, e a sua formação é influenciada pelos odores transmitidos no líquido amniótico. O resultado da dieta da mãe, portanto, tem consequências duradouras. A autora do estudo, Josephine Todrank, conduziu dois tipos de experiências diferentes. Alimentou um grupo de cobaias com uma dieta sem sabor e um outro com uma dieta aromatizada. Os filhotes nascidos da primeira experiência tinham muito menos glomérulos do que os filhotes da segunda experiência. Estes últimos também mostraram preferência pelo que era dado à mãe enquanto os ratos de menos glomérulos não tinham preferências alimentares.

Josephine acredita que o mesmo se passe com os humanos. "O que uma grávida escolhe para comer e beber tem efeitos de longo prazo - para melhor ou pior - na anatomia sensorial de seu filho ", diz ela. "Ainda não está claro por quanto tempo essas escolhas os afetam, mas estamos a investigar essa questão."

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